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Mostrando postagens de 2012

Cruzeiro ano a ano: 1921 - Como tudo começou

A realização do sonho da colônia italiana, o Palestra Itália. O sonho de montar um clube italiano vinha desde 1916, quando foi organizada uma equipe com jogadores de origem italiana que levava o nome de Scratch Italiano e disputou alguns amistosos beneficentes. A grande dificuldade era quanto ao idioma, vindos de várias partes da Itália, falavam diferentes dialetos, anos mais tarde a consolidação do português como idioma dos filhos dos imigrantes vinha a ser uma facilidade para realizar o sonho. Já existia no Barro Preto o Yale Athletic Club que era formado pela classe operária, incluindo alguns italianos. Porém o clube entrou em crise em 1919, quando já não possuía um bom elenco, pois todos bons jogadores eram levados por Atlético ou América, que eram também os preferidos da LMDT (Liga Mineira de Desportes Terrestres). O Yale chegou a romper com a Liga e em 1920 já enfrentando tamanha crise técnica e administrativa o sonho italiano volta a florescer. Alguns jogadore...

Estádios celestes: Prado Mineiro

Depois de fundado, em 1921, o Palestra Itália iniciou seus treinos no campo do Yale e no estádio Prado Mineiro, da Federação Mineira – onde mandava seus jogos. O jogo de estréia foi um amistoso contra um combinado do Villa Nova com o Palmeiras de Nova Lima que o time da colônia italiana venceu por 2x0 com gols de Nani.  Palestra 2 x 0 Combinado Villa Nova/Palmeiras de Nova Lima  Estádio: Prado Mineiro (Belo Horizonte – MG)  Motivo: amistoso  Data: 03 de Abril de 1921  Árbitro: Hermeto Júnior (América FC)  Gols: Nani, aos 16′/1T e aos 7′/2T  Palestra: Nullo, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho.  Villa Nova/Palmeiras: Ferreira, Marcondes, Ruanico, Cristovão, Baiano, Oscar, Raimundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá  O jogo seguinte foi contra o Atlético e terminou em mais uma vitória. Palestra 3 x 0 Atlético.  Palestra 3 x 0 Atlético - MG   Estádio: ...

Estádios Celestes: Barro Preto

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Antes mesmo de ficar pronto, o estádio recebeu algumas partidas pelo Campeonato Mineiro como solicitado pela FMF ao clube. Sendo o primeiro jogo em 10 de junho de 1923 e terminando em um empate de 2x2 entre Atlético e Luzitano. O Palestra estreou o estádio no dia 1º de julho com uma goleada de 6x2 sobre o Palmeiras de Santa Efigênia.  A inauguração oficial foi em setembro, coincidindo com as festas da colônia italiana, em comemoração da unificação da Itália. O jogo inaugural foi contra o Flamengo e terminou em 3x3. A data também foi aproveitada para entregar medalhas aos jogadores (da colônia italiana) campeões com a seleção brasileira da Sul-americana de 1922: Heitor e Bianco (do Palestra Itália paulista) e Friedenreich, do Paulistano.  “Os jogadores de descendência italiana de maior destaque no futebol paulista, Bianco, Gasparini, Fabi, Loschiavo, Severino e Heitor, que eram sócios honorários do Cruzeiro também foram convidados e marcaram presença na festa de...

Revétria, o carrasco de 1977

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Vamos relembrar o maior ídolo do clássico: Heber Carlos Revétria, que jogou no Cruzeiro de 1977 à 1978, fez 63 partidas e marcou 22 tentos. Naquela época o Campeonato Mineiro era disputado em duas fases de pontos corridos, os campeões das duas fases disputavam a final. O Atlético foi campeão da primeira fase e o Cruzeiro da segunda. E foi aí que a história do uruguaio Revétria começou no nosso clube, antes mesmo de estrear. No dia 25 de Setembro de 1977 Cruzeiro e Atlético faziam a primeira partida da final num Mineirão cheio, com presença de 61.698 pagantes. O Atlético acabou vencendo a partida com um gol de Danival, marcado aos 28’ do primeiro tempo. Os atleticanos encheram o peito pra gritar campeão muito antes da hora, o jogador listradinho Cerezo foi às rádios (leiam: Itatiaia) soltar foguetes antes da hora, disse que enquanto ele e uns outros jogassem ali não perderiam para o Cruzeiro. O clima ficou tenso para a segunda partida. O Cruzeiro entrou precisando de uma vitóri...

Jogador: Ninão

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O jogador Ninão é um dos ídolos imortais de nossa história. Ninão João Fantoni  nasceu em Belo Horizonte, no dia 24 de Julio de 1905. Começou a jogar pelo Palestra Itália em 1923, com 18 anos e continuou defendendo as cores do clube até 1931 quando é transferido para a Lazio da Itália, onde fica conhecido como Fantoni I, já que seriam seus irmãos Niginho e Orlando e seu primo Nininho os Fantoni II, III e IV. Volta a defender o Palestra em 1936, até 1938, deixando grande marcas no clube. É, até os dias de hoje o quinto maior artilheiro da história celeste, o maior artilheiro brasileiro em uma só partida (10 gols contra o Alves Nogueira), título que divide com Dadá Maravilha, tem também a maior média de gols do clube 1,31 por jogo, já que em 127 jogos marcou 167 gols. Junto com Nininho é o primeiro jogador brasileiro a ser transferido de equipe internacionalmente. Também é o maior artilheiro do Campeonato da Cidade, com 43 gols em 1928. Ninão fez parte de um dos maiores ...

O dia que Sorin me fez chorar

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Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo sem chorar em vários pontos do livro, seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas. Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável. Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes... Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar! É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele...

Recuperando a história celeste

Início agora uma série de textos sobre a história do Cruzeiro, vou contar desde 1921 até os dias atuais, a ideia é lançar um texto por ano, com curiosidades e ocorridos de cada ano, mas infelizmente não sei se tenho informações pra fazer um texto completo sobre cada ano, pode ser que tenha que fazer um texto para dois anos e outros anos necessitarão de mais de um texto. Peço aos que tiverem fotos, jornais, curiosidades, qualquer tipo de informação que seja interessante pra este processo que me procurem aqui no blog ou por e-mail: lilianalc92@gmail.com Todas as fontes de informações serão devidamente citadas e inclusive partilharei os créditos dos textos caso o ajudante passe a ser co-autor. Inicialmente os textos serão feitos para o Cruzeiro.org, mas passado determinado tempo de lançamento podem ser postados em outros sites, desde que contenham fonte e os artigos não sejam modificados.

A saga do Cruzeiro na Libertadores

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A Copa Santander Libertadores começou a ser disputada em 1960, sua primeira partida terminou com uma goleada de 7 x 1 do Peñarol (que viria se tornar o campeão) contra o Jorge Wilstermann. Neste ano o torneio incluía apenas os campeões de cada um dos países participantes (o representante brasileiro foi o Bahia), os vices só passaram a disputar em 1966, ano que o Brasil não participou por achar que descaracterizava a competição (assim como a Colômbia). Atualmente a classificação já é um pouco mais complexa . O primeiro time brasileiro a vencer o torneio foi o Santos em 1962, a terceira edição. Tendo goleado duas vezes na fase de grupos, 9x1 em cima do Cerro Porteño e por 6x1 o Deportivo Municipal. O time sagrou-se bi-campeão no ano seguinte. Em 1969, novamente, o Brasil não se inscreveu na competição por discordar do regulamento, assim como a Argentina, com exceção do Estudiantes de La Plata (Argentina) que entrou nas semi-finais da competição por ter vencido no ano anterio...

Copa Ouro 1995, Cruzeiro x São paulo

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Entre 1993 e 1996 (exceto 1994) a Conmebol organizou um torneio entre os campeões da Copa Conmenbol, Copa Master da Supercopa, Supercopa Sulamericana e Copa Libertadores. A chamada Copa Ouro. Em 1995, a decisão ficou entre Cruzeiro e São Paulo. As partidas também foi válida pelas quartas-de-finais da Supercopa Sul-Americana. Competição que o Cruzeiro parou nas semi-finais perdendo por 0 x 1 (Mineirão) e 3 x 1 (Maracanã) para o Flamengo. O jogo das expulsões O árbitro responsável pela única¹ vitória tricolor em confrontos internacionais entre São Paulo e Cruzeiro é Wilson de Souza Mendonça. Foi um daqueles jogos que todo mundo bate a vontade e o juiz não apita. Então aos 39’ do primeiro tempo Wilson de Souza deixou passar uma falta rígida – merecida de expulsão – do lateral Rogério Pinheiro², do São Paulo sobre o zagueiro Rogério, do Cruzeiro. O dono do apito expulsou o zagueiro que sofreu a falta e o outro zagueiro, Vanderci, por reclamação. Para recompor a d...

Cruzeiro x Inter

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O mais lindo clássico nacional é Cruzeiro x Inter, longe de serem times de torcidas rivalizadas ou terminarem em casos policiais. O verdadeiro espírito de clássico de futebol está sempre presente nesses jogos. Tudo começou na década de 70, uma amarga derrota para o Colorado nos rendeu o vice-campeonato do Brasileirão de 75, o troco veio em 76 em um dos jogos mais memoráveis do Mineirão, Cruzeiro 5 x 4 Internacional, pela Libertadores. Depois, de novo, batemos o Inter dentro do Beira Rio por 2 x 0, tirando o que restava de esperanças para que o Colorado seguisse adiante na competição (Libertadores 76). Em 1977 o clássico repetiu na semi-final da Libertadores: primeiro mais uma vitória celeste no Beira Rio, depois um empate sem gols no Mineirão. Para amargar um pouco mais o chimarrão quem passou à frente foi o Celeste, que tropeçou diante do Boca Juniors levando o vice da Libertadores daquele ano. Os anos se passam e o clássico continua. Ano passado [2009] tivemos um...

Cruzeiro 3 x 3 Atlético, 1967

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Um dos maiores clássicos da história do Campeonato Mineiro. Falarei hoje de um dos clássicos RapoCota mais memoráveis de todos os Campeonatos Mineiros, vou falar de um jogo de 1967. E olha que foi difícil escolher este jogo, estava em dúvida de vários anos, quando decidi por 67 não sabia se falava do 3x3 ou do 4x0. Resolvi falar do empate porque foi um dos jogos mais memoráveis de todos Mineiros, ou até de todos os clássicos. Mas o objetivo hoje é o Mineiro, por isso não optei pelo placar mais vistoso. Era domingo, 26 de novembro de 1967, a capital mineira inteira parava para assistir o maior clássico da cidade, de um lado o Atlético precisava apenas da vitória para sagrar-se campeão, tendo já 5 pontos a frente do rival Cruzeiro, que precisava vencer pra respirar um pouco. Aos 8’ o Cruzeiro perdeu Tostão por uma contusão e a coisa ficou mais difícil, como se não bastasse Procópio foi expulso aos 25’, ainda do primeiro tempo. Enquanto o bicho pegava pro lado celeste a torcida a...

Jogadores que atuaram dos dois lados: Atlético-MG e Cruzeiro

Goleiro  - Paulo Cesar Borges - Hélio Zagueiros -  Cléber Américo da Conceição - Cláudio Caçapa - Leonardo Silva - Luizinho - Procopio Cardoso - Marcelo Djian Laterais - Nelinho Meio-campo - Ramon Menezes - Valdir Benedito - Toninho Cerezo - Éder Aleixo - Paulo Isidoro - Lazarotti - Boiadeiro - Palhinha - Valdo Atacantes - Fábio Jr. - Reinaldo Rosa - Paulinho McLaren - Guilherme de Cássio Alves - Guilherme Milhomem Gusmão - Reinaldo - Niginho - Renato Gaúcho Se lembrarem mais jogadores coloquem nos comentários, vou atualizando a lista.

A travessia do futebol (parte III)

O futebol quer sair da várzea  - Proletariado Futebol Clube  As empresas perceberam que criando times com seus nomes podiam divulgar a sua marca, enquanto mais longe fossem nas competições mais marketing estariam promovendo. Passaram a pagar extras aos operários-jogadores, os ditos “bichos”. Para melhorar a renda da família os operários jogavam futebol, não era por amor, era por necessidade.  Além do dinheiro os bons jogadores eram promovidos dentro das empresas, passando ao serviço “leve” e sendo dispensados em algumas ocasiões. Esses times acabaram revelando jogadores como Domingos da Guia .  O ano de 1923 é um grande marco para o futebol brasileiro, não só o amadorismo começava a ser colocado de lado, mas também os preconceitos com a participação de jogadores negros e da classe baixa. Finalmente o elitismo do esporte começou ser combatido.  Desde 1915 alguns clubes, como o Vasco da Gama , contavam com jogadores do subúrbio, o que nunca ...

A travessia do futebol (parte II)

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As viagens da bola no Brasil - O descobrimento da bola de couro Diz a lenda que em 1874 alguns marinheiros estrangeiros disputaram a primeira partida de futebol em terras brasileiras, o que voltou acontecer em uma exibição para Princesa Isabel quatro anos mais tarde. Alguns dados também apontam o rúgbi como precursor do esporte no país. Há quem acredite em outras possíveis partidas ocorridas pelo Brasil afora no meio da década de 1870, não sendo comprovado também o verdadeiro início da prática do esporte no Brasil.  A então regente do Império Brasileiro, Princesa Isabel, era apaixonada por um esporte britânico chamado críquete , junto a alguns ingleses abolicionistas que percorriam o Brasil ela acabou fundando, em parceria com a empresa São Paulo Railway , o clube que mais tarde seria o primeiro de futebol do país: São Paulo Athetic Club. Em 1888. Em 1894, Charles William Miller trouxe da Inglaterra para o Brasil uma bola de futebol junto às regras do jog...

A travessia do futebol (parte I)

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Não se sabe a verdadeira origem do futebol. Mas por volta de 3000 a.C os chineses se reuniam para chutar a cabeça dos soldados inimigos após a batalha. O que era na verdade um exercício de treinamento, conhecido como tsu-chu . As cabeças dos inimigos foram substituídas por bolas de couro, revestidas com cabelo, dois grupos - de oito jogadores cada -, reuniam-se tentando passar a bola de pé em pé sem deixaá-la cair no chão, jogando-a para dentro de estacas fincadas no chão que ficavam ligadas por um fio de cera.  No Japão antigo também houve outra versão do esporte "chinês", neste era proibida a participação das mulheres, o que era permitido na versão chinesa, o nome é Kemari . O jogo era praticado por integrantes da corte japonesa, com oito jogadores para cada lado, as bolas eram confeccionadas a partir de fibras de bambu e era proibido o contato físico entre jogadores. Há relatos de interação do kemari entre chineses e japoneses.  No século I a.C os gregos criar...

Era uma vez estatístico

O historiador esportivo Henrique Ribeiro , que trabalhou no departamento histórico do Cruzeiro contabiliza 455 jogos entre Cruzeiro e Atlético e um (1) possível jogo de 1922 cujos pontos foram concedidos ao Cruzeiro, mas não há placar registrado, portanto é possível que o Atlético tenha preferido não disputá-lo já que não havia mais possibilidades de levar o campeonato.  Sendo assim o Cruzeiro afirma que foram 455 jogos. Já o Atlético contabiliza 473 partidas entre os dois times. O pesquisador Henrique Ribeiro retruca que os jogos a mais considerados pelo Atlético eram de juvenil, sem juiz ou amistosos em tempo irregular, não merecendo entrar no critério. Mas nem sequer isso os historiadores atleticanos afirmam, apenas insistem em seus números.  Por isso obviamente trabalharei com os números do escritor do Almanaque do Cruzeiro, nosso querido Henrique Ribeiro. São 158 vitórias celestes, 178 derrotas e 120 empates. Perceberam que apesar de nascer 13 anos depois dos alv...

Taça Brasil 1966 - O reconhecimento a nível nacional

A Taça Brasil partia para sua oitava edição, a segunda com participação do Cruzeiro. Logo na primeira edição o Bahia tinha faturado o título, sobre o Santos, quebrando parte da cristalização que havia em torno dos clubes dos estados Rio de Janeiro e São Paulo; a segunda edição sagrou o Palmeiras campeão nacional; da terceira até a sétima o escrete do “Santos do Rei Pelé” havia faturado tudo.  O Bahia até tentou levar o título em cima do Santos outras duas vezes (1961 e 1963), mas nem o “Botafogo de Garrincha e Nilton Santos” conseguira o feito (1962), o Flamengo (1964) e o Vasco (1965) também tentaram, mas ninguém escapou de goleadas no Pacaembu.  1966  Escondida nas alterosas das Gerais havia uma única seleção destinada a parar a bola “do campeão de todos os anos”, o campeão mineiro Cruzeiro Esporte Clube, quando digo seleção me refiro à um time que poderia ser integralmente convocado para qualquer Copa do Mundo sem pestanejar, seus nomes:  Raul; Pe...

Libertadores 1998 – Acordando antes de sonhar

Ao conquistar a Libertadores de 1997 o Cruzeiro garantira sua vaga na edição do ano seguinte. Entre as duas competições ocorreram muitas coisas: o time bi-campeão da Libertadores ficou à 4 pontos do rebaixamento no Campeonato Brasileiro,  o técnico Paulo Autuori deixou o cargo de técnico do Cruzeiro para defender o Flamengo.  Considero aquela como a pior participação do Cruzeiro em Libertadores. Até hoje a única edição em que não obtivemos nenhuma vitória, única edição em que participamos de apenas uma fase, no caso, as oitavas de finais.  Fomos facilmente eliminados pelo Vasco, que mais tarde seria o campeão da edição, com uma derrota por 2 x 1 e um empate sem gols no Mineirão, diante de quase 63.000 pagantes. Tudo bem que o Vasco ainda passaria por Grêmio e River Plate até bater o Barcelona (Equador), na final, e sagrar-se o campeão. Ou seja, não perdemos para “qualquer time”, perdemos para o futuro campeão daquela edição.  Fomos eliminados antes mes...