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Mostrando postagens de outubro, 2012

Jogador: Ninão

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O jogador Ninão é um dos ídolos imortais de nossa história. Ninão João Fantoni  nasceu em Belo Horizonte, no dia 24 de Julio de 1905. Começou a jogar pelo Palestra Itália em 1923, com 18 anos e continuou defendendo as cores do clube até 1931 quando é transferido para a Lazio da Itália, onde fica conhecido como Fantoni I, já que seriam seus irmãos Niginho e Orlando e seu primo Nininho os Fantoni II, III e IV. Volta a defender o Palestra em 1936, até 1938, deixando grande marcas no clube. É, até os dias de hoje o quinto maior artilheiro da história celeste, o maior artilheiro brasileiro em uma só partida (10 gols contra o Alves Nogueira), título que divide com Dadá Maravilha, tem também a maior média de gols do clube 1,31 por jogo, já que em 127 jogos marcou 167 gols. Junto com Nininho é o primeiro jogador brasileiro a ser transferido de equipe internacionalmente. Também é o maior artilheiro do Campeonato da Cidade, com 43 gols em 1928. Ninão fez parte de um dos maiores ...

O dia que Sorin me fez chorar

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Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo sem chorar em vários pontos do livro, seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas. Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável. Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes... Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar! É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele...

Recuperando a história celeste

Início agora uma série de textos sobre a história do Cruzeiro, vou contar desde 1921 até os dias atuais, a ideia é lançar um texto por ano, com curiosidades e ocorridos de cada ano, mas infelizmente não sei se tenho informações pra fazer um texto completo sobre cada ano, pode ser que tenha que fazer um texto para dois anos e outros anos necessitarão de mais de um texto. Peço aos que tiverem fotos, jornais, curiosidades, qualquer tipo de informação que seja interessante pra este processo que me procurem aqui no blog ou por e-mail: lilianalc92@gmail.com Todas as fontes de informações serão devidamente citadas e inclusive partilharei os créditos dos textos caso o ajudante passe a ser co-autor. Inicialmente os textos serão feitos para o Cruzeiro.org, mas passado determinado tempo de lançamento podem ser postados em outros sites, desde que contenham fonte e os artigos não sejam modificados.

A saga do Cruzeiro na Libertadores

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A Copa Santander Libertadores começou a ser disputada em 1960, sua primeira partida terminou com uma goleada de 7 x 1 do Peñarol (que viria se tornar o campeão) contra o Jorge Wilstermann. Neste ano o torneio incluía apenas os campeões de cada um dos países participantes (o representante brasileiro foi o Bahia), os vices só passaram a disputar em 1966, ano que o Brasil não participou por achar que descaracterizava a competição (assim como a Colômbia). Atualmente a classificação já é um pouco mais complexa . O primeiro time brasileiro a vencer o torneio foi o Santos em 1962, a terceira edição. Tendo goleado duas vezes na fase de grupos, 9x1 em cima do Cerro Porteño e por 6x1 o Deportivo Municipal. O time sagrou-se bi-campeão no ano seguinte. Em 1969, novamente, o Brasil não se inscreveu na competição por discordar do regulamento, assim como a Argentina, com exceção do Estudiantes de La Plata (Argentina) que entrou nas semi-finais da competição por ter vencido no ano anterio...

Copa Ouro 1995, Cruzeiro x São paulo

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Entre 1993 e 1996 (exceto 1994) a Conmebol organizou um torneio entre os campeões da Copa Conmenbol, Copa Master da Supercopa, Supercopa Sulamericana e Copa Libertadores. A chamada Copa Ouro. Em 1995, a decisão ficou entre Cruzeiro e São Paulo. As partidas também foi válida pelas quartas-de-finais da Supercopa Sul-Americana. Competição que o Cruzeiro parou nas semi-finais perdendo por 0 x 1 (Mineirão) e 3 x 1 (Maracanã) para o Flamengo. O jogo das expulsões O árbitro responsável pela única¹ vitória tricolor em confrontos internacionais entre São Paulo e Cruzeiro é Wilson de Souza Mendonça. Foi um daqueles jogos que todo mundo bate a vontade e o juiz não apita. Então aos 39’ do primeiro tempo Wilson de Souza deixou passar uma falta rígida – merecida de expulsão – do lateral Rogério Pinheiro², do São Paulo sobre o zagueiro Rogério, do Cruzeiro. O dono do apito expulsou o zagueiro que sofreu a falta e o outro zagueiro, Vanderci, por reclamação. Para recompor a d...

Cruzeiro x Inter

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O mais lindo clássico nacional é Cruzeiro x Inter, longe de serem times de torcidas rivalizadas ou terminarem em casos policiais. O verdadeiro espírito de clássico de futebol está sempre presente nesses jogos. Tudo começou na década de 70, uma amarga derrota para o Colorado nos rendeu o vice-campeonato do Brasileirão de 75, o troco veio em 76 em um dos jogos mais memoráveis do Mineirão, Cruzeiro 5 x 4 Internacional, pela Libertadores. Depois, de novo, batemos o Inter dentro do Beira Rio por 2 x 0, tirando o que restava de esperanças para que o Colorado seguisse adiante na competição (Libertadores 76). Em 1977 o clássico repetiu na semi-final da Libertadores: primeiro mais uma vitória celeste no Beira Rio, depois um empate sem gols no Mineirão. Para amargar um pouco mais o chimarrão quem passou à frente foi o Celeste, que tropeçou diante do Boca Juniors levando o vice da Libertadores daquele ano. Os anos se passam e o clássico continua. Ano passado [2009] tivemos um...

Cruzeiro 3 x 3 Atlético, 1967

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Um dos maiores clássicos da história do Campeonato Mineiro. Falarei hoje de um dos clássicos RapoCota mais memoráveis de todos os Campeonatos Mineiros, vou falar de um jogo de 1967. E olha que foi difícil escolher este jogo, estava em dúvida de vários anos, quando decidi por 67 não sabia se falava do 3x3 ou do 4x0. Resolvi falar do empate porque foi um dos jogos mais memoráveis de todos Mineiros, ou até de todos os clássicos. Mas o objetivo hoje é o Mineiro, por isso não optei pelo placar mais vistoso. Era domingo, 26 de novembro de 1967, a capital mineira inteira parava para assistir o maior clássico da cidade, de um lado o Atlético precisava apenas da vitória para sagrar-se campeão, tendo já 5 pontos a frente do rival Cruzeiro, que precisava vencer pra respirar um pouco. Aos 8’ o Cruzeiro perdeu Tostão por uma contusão e a coisa ficou mais difícil, como se não bastasse Procópio foi expulso aos 25’, ainda do primeiro tempo. Enquanto o bicho pegava pro lado celeste a torcida a...