O dia que Sorin me fez chorar
Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo sem chorar em vários pontos do livro, seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas. Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável. Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes... Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar! É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele...