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Mostrando postagens de fevereiro, 2012

Taça Brasil 1966 - O reconhecimento a nível nacional

A Taça Brasil partia para sua oitava edição, a segunda com participação do Cruzeiro. Logo na primeira edição o Bahia tinha faturado o título, sobre o Santos, quebrando parte da cristalização que havia em torno dos clubes dos estados Rio de Janeiro e São Paulo; a segunda edição sagrou o Palmeiras campeão nacional; da terceira até a sétima o escrete do “Santos do Rei Pelé” havia faturado tudo.  O Bahia até tentou levar o título em cima do Santos outras duas vezes (1961 e 1963), mas nem o “Botafogo de Garrincha e Nilton Santos” conseguira o feito (1962), o Flamengo (1964) e o Vasco (1965) também tentaram, mas ninguém escapou de goleadas no Pacaembu.  1966  Escondida nas alterosas das Gerais havia uma única seleção destinada a parar a bola “do campeão de todos os anos”, o campeão mineiro Cruzeiro Esporte Clube, quando digo seleção me refiro à um time que poderia ser integralmente convocado para qualquer Copa do Mundo sem pestanejar, seus nomes:  Raul; Pe...

Libertadores 1998 – Acordando antes de sonhar

Ao conquistar a Libertadores de 1997 o Cruzeiro garantira sua vaga na edição do ano seguinte. Entre as duas competições ocorreram muitas coisas: o time bi-campeão da Libertadores ficou à 4 pontos do rebaixamento no Campeonato Brasileiro,  o técnico Paulo Autuori deixou o cargo de técnico do Cruzeiro para defender o Flamengo.  Considero aquela como a pior participação do Cruzeiro em Libertadores. Até hoje a única edição em que não obtivemos nenhuma vitória, única edição em que participamos de apenas uma fase, no caso, as oitavas de finais.  Fomos facilmente eliminados pelo Vasco, que mais tarde seria o campeão da edição, com uma derrota por 2 x 1 e um empate sem gols no Mineirão, diante de quase 63.000 pagantes. Tudo bem que o Vasco ainda passaria por Grêmio e River Plate até bater o Barcelona (Equador), na final, e sagrar-se o campeão. Ou seja, não perdemos para “qualquer time”, perdemos para o futuro campeão daquela edição.  Fomos eliminados antes mes...

Libertadores 1997 – Reconquistando a América

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Bastou o sacode de 1994 para que o time não desperdiçasse a oportunidade em 1997. Mentira! Precisamos de muitos sacodes pra não desperdiçar aquela oportunidade. Zezé Perrela já estava no comando do Cruzeiro há dois anos, era a primeira classificação para o torneio desde que ele assumira o cargo de presidente do time. Primeiro veio a conquista do bi da Copa do Brasil, em 1996, em seguida o bi das Américas (1997). Outra página verdadeiramente heroica do time que deu uma virada radical no meio da fase de grupos, com a troca de técnico. Fase de Grupos   A Raposa começou muito mal, jogando no grupo de Grêmio, Sporting Cristal e Alianza Lima. Sob o comando do técnico Oscar. O primeiro jogo foi contra o Grêmio, no Mineirão uma derrota: Cruzeiro 1 x 2 Grêmio; depois fomos ao Peru encarar o Alianza Lima onde perdemos por 1 x 0; três dias depois já sob o comando do novo técnico, perdeu para o Sporting Cristal também por 1 x 0.  Três derrotas em três jogos, ...

Libertadores 94: O recomeço

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Depois de perder a final da Libertadores de 1977 e passar pela pior década da história celeste (80), o Cruzeiro voltou a brilhar cada uma de suas cinco estrelas vencendo o Grêmio pela Copa do Brasil de 1993 e classificando-se para a Libertadores do ano seguinte.  Nota-se que o time de 1993-1994 com Nonato, Dida e Ronaldo era um bom time, ficamos 26 jogos invictos no Mineirão, ganhamos o Campeonato Mineiro de 1994 invictos batendo a “temida ‘Selegalo’” . Mas ainda assim havia quem duvidasse do time para o difícil grupo da Libertadores.  No grupo: seu carrasco da última participação: Boca Juniors, além de Velez e Palmeiras. O “desacreditado” Cruzeiro ficou em segundo lugar com 7 pontos: 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas¹.  A estréia do Cruzeiro, em 2 de Março de 1994, foi uma derrota por 2 x 0 para o Palmeiras, no Palestra, incendiando ainda mais a mídia e suas argumentações de que o time era um mero figurante. Contra o Velez, no Mineirão, apenas empatou por 1...

Libertadores 77 - A primeira tragédia

Apenas Cruzeiro e Santos haviam trazido Taças Libertadores para o Brasil. Como fora campeão no ano anterior a Raposa tinha sua vaga garantida já para a segunda-fase da competição (semi-finais). Os outros clubes brasileiros participantes eram Corinthians e Internacional. Apenas o Inter passou à frente e encontrou mais uma vez com nosso querido Celeste, no Grupo B das semi-finais. Do qual apenas um dos três (Cruzeiro, Internacional e Portuguesa (Venezuela)) permaneceria vivo para a decisão.  Semi-finais   O nosso primeiro jogo foi contra o Colorado, em Porto Alegre. A data era 3 de Julho de 1977 o time gaúcho apostava na revanche, pela competição anterior, mas quem se deu bem foi o campeão continental, com uma vitória simples por 1 x 0.  Duas semanas depois, 14 de Julho de 1977, o espetacular Cruzeiro viajou para a Venezuela e bateu o time Portuguesa FC por 4 x 0, mostrando seu potencial e favoritismo. No jogo de volta, quando recebeu o Internacional, diante d...

Os Cruzeirenses pedem mais transparência

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Cruzeiro pode ter alcançado na famigerada Era Perrela um bom nível de futebol, guardado memoráveis títulos, revelado brilhantes jogadores e cultivado bons ídolos. Porém... se não fosse pelo êxito no futebol a torcida estaria à pó, pois não foi cativada a relação clube e torcida. Talvez nunca tenha sido.  Eu, torcedora desde 1992 não sei – de forma precisa – o salário de nenhum dos jogadores do atual elenco, não faço ideia de quantos jogadores o Cruzeiro ainda tenha alguma parcela do passe, nem mesmo da nossa base eu sei quem é nosso e quem é de empresário. Não sei quanto dinheiro entra no time e por onde sai, nada é publicado. Não há transparência. O torcedor do interior e de fora do estado pouco é incentivado a participar ativamente da vida do clube. A história do time é pouco memorada pelo site oficial e por falar em site oficial ele mudou, ficou mais leve com o fundo branco, menos web 1.0, o time de vôlei ganhou um site só pra si, é rapaziada nosso vôlei ta deslanchando me...

Libertadores 76 – Com muita raça e amor

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Basta ter vivido um dia para ser um cruzeirense. A data é 30 de Julho de 1976, se quer saber o que 8.000.000 de pessoas sentem todos os dias quando acordam, volte nesta data. Desculpem usar frases feitas nos títulos, mas o trecho “com muita raça e amor, Cruzeiro mais querido do Brasil” parece definir tudo que vimos na saga pelo título de 1976, engana-se quem pensa que o título começou a ser conquistado no primeiro jogo da Libertadores daquele ano, ou na contratação de Zezé Moreira no fim do ano anterior, Zezé recuperaria a força do time classificando-o: sim. Mas esta história começou em 1966 com a conquista da Taça Brasil. Desde então o time adquiria experiência e sabedoria. Além das duas disputas anteriores, tínhamos na bagagem o conhecimento do sexagenário Zezé Moreira, a disputa da Copa América entre os dois anos, a experiência de alguns jogadores na seleção e também mais um nome: Jairzinho. Mas lembrem-se o que eu disse no texto passado, Libertadores se ganha com muita raça e...

Libertadores 75 – Agora sim, aprendemos.

A segunda classificação do Cruzeiro para a Libertadores foi em 1970 após ficar – por um gol a menos – como vice da Taça de Prata 1969, mas as participações brasileiras foram vetadas naquele ano, adiando a segunda participação do time para 1975. Aquele histórico time que bateu o Santos de Pelé já havia se desmanchado, restando apenas Raul, Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes. Por outro lado, Nelinho havia sido comprado, além de contar com ótimos jogadores da base como Joãozinho, Palhinha e Roberto Batata. O time era tri-campeão Mineiro, contava com o técnico Ilton Chaves desde julho de 1972. Fase de Grupos O grupo Brasil-Colômbia, além de Cruzeiro e Vasco, contava com Atlético Nacional e Deportivo Cali, apenas o primeiro colocado avançaria. Ainda restava um gostinho amargo da final de 1974 entre Cruzeiro e Vasco, depois de tanta confusão e roubalheira.  O primeiro jogo do grupo foi contra o Vasco, a partida foi muito disputada e terminou em 3x2 para o Cruzeiro, com gols de Palhinh...

Libertadores 67 – Verás que um filho teu não foge à luta

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“1967 o mundo começou, pelo menos pra mim e a minha história reduzida é mais ou menos assim...” Após derrotar o mítico Santos de Pelé por 6 x 2 na final da Taça Brasil de 1966, o Cruzeiro classificou-se para sua primeira participação na Taça Libertadores da América. Disputou a primeira fase no Grupo 1 contra os times Universitário e Sport Boys, do Peru e os venezuelanos Deportivo Galicia e Deportivo Itália. Em 8 jogos realizados ganhou sete e empatou apenas um: o jogo de volta contra o Universitário por 2 x 2. Classificada em primeiro lugar do grupo, a seleção celeste de Tostão passou às semi-finais.  Entre a primeira e a segunda fase, o Cruzeiro ficou em 3º lugar do Robertão (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) não chegando à final do campeonato, e assim, pode se concentrar nas semi-finais da Libertadores. Semi-finais  As semi-finais eram disputadas em grupo. O Cruzeiro enfrentaria o Nacional e o Peñarol, ambos do Uruguai. Diante de 28.539 torcedores, o Cruzeiro enfrentava Na...