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Libertadores 1997 – Reconquistando a América

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Bastou o sacode de 1994 para que o time não desperdiçasse a oportunidade em 1997. Mentira! Precisamos de muitos sacodes pra não desperdiçar aquela oportunidade. Zezé Perrela já estava no comando do Cruzeiro há dois anos, era a primeira classificação para o torneio desde que ele assumira o cargo de presidente do time. Primeiro veio a conquista do bi da Copa do Brasil, em 1996, em seguida o bi das Américas (1997). Outra página verdadeiramente heroica do time que deu uma virada radical no meio da fase de grupos, com a troca de técnico. Fase de Grupos   A Raposa começou muito mal, jogando no grupo de Grêmio, Sporting Cristal e Alianza Lima. Sob o comando do técnico Oscar. O primeiro jogo foi contra o Grêmio, no Mineirão uma derrota: Cruzeiro 1 x 2 Grêmio; depois fomos ao Peru encarar o Alianza Lima onde perdemos por 1 x 0; três dias depois já sob o comando do novo técnico, perdeu para o Sporting Cristal também por 1 x 0.  Três derrotas em três jogos, ...

Libertadores 94: O recomeço

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Depois de perder a final da Libertadores de 1977 e passar pela pior década da história celeste (80), o Cruzeiro voltou a brilhar cada uma de suas cinco estrelas vencendo o Grêmio pela Copa do Brasil de 1993 e classificando-se para a Libertadores do ano seguinte.  Nota-se que o time de 1993-1994 com Nonato, Dida e Ronaldo era um bom time, ficamos 26 jogos invictos no Mineirão, ganhamos o Campeonato Mineiro de 1994 invictos batendo a “temida ‘Selegalo’” . Mas ainda assim havia quem duvidasse do time para o difícil grupo da Libertadores.  No grupo: seu carrasco da última participação: Boca Juniors, além de Velez e Palmeiras. O “desacreditado” Cruzeiro ficou em segundo lugar com 7 pontos: 3 vitórias, 1 empate e 2 derrotas¹.  A estréia do Cruzeiro, em 2 de Março de 1994, foi uma derrota por 2 x 0 para o Palmeiras, no Palestra, incendiando ainda mais a mídia e suas argumentações de que o time era um mero figurante. Contra o Velez, no Mineirão, apenas empatou por 1...

Libertadores 77 - A primeira tragédia

Apenas Cruzeiro e Santos haviam trazido Taças Libertadores para o Brasil. Como fora campeão no ano anterior a Raposa tinha sua vaga garantida já para a segunda-fase da competição (semi-finais). Os outros clubes brasileiros participantes eram Corinthians e Internacional. Apenas o Inter passou à frente e encontrou mais uma vez com nosso querido Celeste, no Grupo B das semi-finais. Do qual apenas um dos três (Cruzeiro, Internacional e Portuguesa (Venezuela)) permaneceria vivo para a decisão.  Semi-finais   O nosso primeiro jogo foi contra o Colorado, em Porto Alegre. A data era 3 de Julho de 1977 o time gaúcho apostava na revanche, pela competição anterior, mas quem se deu bem foi o campeão continental, com uma vitória simples por 1 x 0.  Duas semanas depois, 14 de Julho de 1977, o espetacular Cruzeiro viajou para a Venezuela e bateu o time Portuguesa FC por 4 x 0, mostrando seu potencial e favoritismo. No jogo de volta, quando recebeu o Internacional, diante d...

Os Cruzeirenses pedem mais transparência

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Cruzeiro pode ter alcançado na famigerada Era Perrela um bom nível de futebol, guardado memoráveis títulos, revelado brilhantes jogadores e cultivado bons ídolos. Porém... se não fosse pelo êxito no futebol a torcida estaria à pó, pois não foi cativada a relação clube e torcida. Talvez nunca tenha sido.  Eu, torcedora desde 1992 não sei – de forma precisa – o salário de nenhum dos jogadores do atual elenco, não faço ideia de quantos jogadores o Cruzeiro ainda tenha alguma parcela do passe, nem mesmo da nossa base eu sei quem é nosso e quem é de empresário. Não sei quanto dinheiro entra no time e por onde sai, nada é publicado. Não há transparência. O torcedor do interior e de fora do estado pouco é incentivado a participar ativamente da vida do clube. A história do time é pouco memorada pelo site oficial e por falar em site oficial ele mudou, ficou mais leve com o fundo branco, menos web 1.0, o time de vôlei ganhou um site só pra si, é rapaziada nosso vôlei ta deslanchando me...

Libertadores 76 – Com muita raça e amor

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Basta ter vivido um dia para ser um cruzeirense. A data é 30 de Julho de 1976, se quer saber o que 8.000.000 de pessoas sentem todos os dias quando acordam, volte nesta data. Desculpem usar frases feitas nos títulos, mas o trecho “com muita raça e amor, Cruzeiro mais querido do Brasil” parece definir tudo que vimos na saga pelo título de 1976, engana-se quem pensa que o título começou a ser conquistado no primeiro jogo da Libertadores daquele ano, ou na contratação de Zezé Moreira no fim do ano anterior, Zezé recuperaria a força do time classificando-o: sim. Mas esta história começou em 1966 com a conquista da Taça Brasil. Desde então o time adquiria experiência e sabedoria. Além das duas disputas anteriores, tínhamos na bagagem o conhecimento do sexagenário Zezé Moreira, a disputa da Copa América entre os dois anos, a experiência de alguns jogadores na seleção e também mais um nome: Jairzinho. Mas lembrem-se o que eu disse no texto passado, Libertadores se ganha com muita raça e...

Libertadores 75 – Agora sim, aprendemos.

A segunda classificação do Cruzeiro para a Libertadores foi em 1970 após ficar – por um gol a menos – como vice da Taça de Prata 1969, mas as participações brasileiras foram vetadas naquele ano, adiando a segunda participação do time para 1975. Aquele histórico time que bateu o Santos de Pelé já havia se desmanchado, restando apenas Raul, Piazza, Zé Carlos e Dirceu Lopes. Por outro lado, Nelinho havia sido comprado, além de contar com ótimos jogadores da base como Joãozinho, Palhinha e Roberto Batata. O time era tri-campeão Mineiro, contava com o técnico Ilton Chaves desde julho de 1972. Fase de Grupos O grupo Brasil-Colômbia, além de Cruzeiro e Vasco, contava com Atlético Nacional e Deportivo Cali, apenas o primeiro colocado avançaria. Ainda restava um gostinho amargo da final de 1974 entre Cruzeiro e Vasco, depois de tanta confusão e roubalheira.  O primeiro jogo do grupo foi contra o Vasco, a partida foi muito disputada e terminou em 3x2 para o Cruzeiro, com gols de Palhinh...

Libertadores 67 – Verás que um filho teu não foge à luta

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“1967 o mundo começou, pelo menos pra mim e a minha história reduzida é mais ou menos assim...” Após derrotar o mítico Santos de Pelé por 6 x 2 na final da Taça Brasil de 1966, o Cruzeiro classificou-se para sua primeira participação na Taça Libertadores da América. Disputou a primeira fase no Grupo 1 contra os times Universitário e Sport Boys, do Peru e os venezuelanos Deportivo Galicia e Deportivo Itália. Em 8 jogos realizados ganhou sete e empatou apenas um: o jogo de volta contra o Universitário por 2 x 2. Classificada em primeiro lugar do grupo, a seleção celeste de Tostão passou às semi-finais.  Entre a primeira e a segunda fase, o Cruzeiro ficou em 3º lugar do Robertão (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) não chegando à final do campeonato, e assim, pode se concentrar nas semi-finais da Libertadores. Semi-finais  As semi-finais eram disputadas em grupo. O Cruzeiro enfrentaria o Nacional e o Peñarol, ambos do Uruguai. Diante de 28.539 torcedores, o Cruzeiro enfrentava Na...