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Jogadores que atuaram dos dois lados: Atlético-MG e Cruzeiro

Goleiro  - Paulo Cesar Borges - Hélio Zagueiros -  Cléber Américo da Conceição - Cláudio Caçapa - Leonardo Silva - Luizinho - Procopio Cardoso - Marcelo Djian Laterais - Nelinho Meio-campo - Ramon Menezes - Valdir Benedito - Toninho Cerezo - Éder Aleixo - Paulo Isidoro - Lazarotti - Boiadeiro - Palhinha - Valdo Atacantes - Fábio Jr. - Reinaldo Rosa - Paulinho McLaren - Guilherme de Cássio Alves - Guilherme Milhomem Gusmão - Reinaldo - Niginho - Renato Gaúcho Se lembrarem mais jogadores coloquem nos comentários, vou atualizando a lista.

A travessia do futebol (parte III)

O futebol quer sair da várzea  - Proletariado Futebol Clube  As empresas perceberam que criando times com seus nomes podiam divulgar a sua marca, enquanto mais longe fossem nas competições mais marketing estariam promovendo. Passaram a pagar extras aos operários-jogadores, os ditos “bichos”. Para melhorar a renda da família os operários jogavam futebol, não era por amor, era por necessidade.  Além do dinheiro os bons jogadores eram promovidos dentro das empresas, passando ao serviço “leve” e sendo dispensados em algumas ocasiões. Esses times acabaram revelando jogadores como Domingos da Guia .  O ano de 1923 é um grande marco para o futebol brasileiro, não só o amadorismo começava a ser colocado de lado, mas também os preconceitos com a participação de jogadores negros e da classe baixa. Finalmente o elitismo do esporte começou ser combatido.  Desde 1915 alguns clubes, como o Vasco da Gama , contavam com jogadores do subúrbio, o que nunca ...

A travessia do futebol (parte II)

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As viagens da bola no Brasil - O descobrimento da bola de couro Diz a lenda que em 1874 alguns marinheiros estrangeiros disputaram a primeira partida de futebol em terras brasileiras, o que voltou acontecer em uma exibição para Princesa Isabel quatro anos mais tarde. Alguns dados também apontam o rúgbi como precursor do esporte no país. Há quem acredite em outras possíveis partidas ocorridas pelo Brasil afora no meio da década de 1870, não sendo comprovado também o verdadeiro início da prática do esporte no Brasil.  A então regente do Império Brasileiro, Princesa Isabel, era apaixonada por um esporte britânico chamado críquete , junto a alguns ingleses abolicionistas que percorriam o Brasil ela acabou fundando, em parceria com a empresa São Paulo Railway , o clube que mais tarde seria o primeiro de futebol do país: São Paulo Athetic Club. Em 1888. Em 1894, Charles William Miller trouxe da Inglaterra para o Brasil uma bola de futebol junto às regras do jog...

A travessia do futebol (parte I)

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Não se sabe a verdadeira origem do futebol. Mas por volta de 3000 a.C os chineses se reuniam para chutar a cabeça dos soldados inimigos após a batalha. O que era na verdade um exercício de treinamento, conhecido como tsu-chu . As cabeças dos inimigos foram substituídas por bolas de couro, revestidas com cabelo, dois grupos - de oito jogadores cada -, reuniam-se tentando passar a bola de pé em pé sem deixaá-la cair no chão, jogando-a para dentro de estacas fincadas no chão que ficavam ligadas por um fio de cera.  No Japão antigo também houve outra versão do esporte "chinês", neste era proibida a participação das mulheres, o que era permitido na versão chinesa, o nome é Kemari . O jogo era praticado por integrantes da corte japonesa, com oito jogadores para cada lado, as bolas eram confeccionadas a partir de fibras de bambu e era proibido o contato físico entre jogadores. Há relatos de interação do kemari entre chineses e japoneses.  No século I a.C os gregos criar...

Era uma vez estatístico

O historiador esportivo Henrique Ribeiro , que trabalhou no departamento histórico do Cruzeiro contabiliza 455 jogos entre Cruzeiro e Atlético e um (1) possível jogo de 1922 cujos pontos foram concedidos ao Cruzeiro, mas não há placar registrado, portanto é possível que o Atlético tenha preferido não disputá-lo já que não havia mais possibilidades de levar o campeonato.  Sendo assim o Cruzeiro afirma que foram 455 jogos. Já o Atlético contabiliza 473 partidas entre os dois times. O pesquisador Henrique Ribeiro retruca que os jogos a mais considerados pelo Atlético eram de juvenil, sem juiz ou amistosos em tempo irregular, não merecendo entrar no critério. Mas nem sequer isso os historiadores atleticanos afirmam, apenas insistem em seus números.  Por isso obviamente trabalharei com os números do escritor do Almanaque do Cruzeiro, nosso querido Henrique Ribeiro. São 158 vitórias celestes, 178 derrotas e 120 empates. Perceberam que apesar de nascer 13 anos depois dos alv...

Taça Brasil 1966 - O reconhecimento a nível nacional

A Taça Brasil partia para sua oitava edição, a segunda com participação do Cruzeiro. Logo na primeira edição o Bahia tinha faturado o título, sobre o Santos, quebrando parte da cristalização que havia em torno dos clubes dos estados Rio de Janeiro e São Paulo; a segunda edição sagrou o Palmeiras campeão nacional; da terceira até a sétima o escrete do “Santos do Rei Pelé” havia faturado tudo.  O Bahia até tentou levar o título em cima do Santos outras duas vezes (1961 e 1963), mas nem o “Botafogo de Garrincha e Nilton Santos” conseguira o feito (1962), o Flamengo (1964) e o Vasco (1965) também tentaram, mas ninguém escapou de goleadas no Pacaembu.  1966  Escondida nas alterosas das Gerais havia uma única seleção destinada a parar a bola “do campeão de todos os anos”, o campeão mineiro Cruzeiro Esporte Clube, quando digo seleção me refiro à um time que poderia ser integralmente convocado para qualquer Copa do Mundo sem pestanejar, seus nomes:  Raul; Pe...

Libertadores 1998 – Acordando antes de sonhar

Ao conquistar a Libertadores de 1997 o Cruzeiro garantira sua vaga na edição do ano seguinte. Entre as duas competições ocorreram muitas coisas: o time bi-campeão da Libertadores ficou à 4 pontos do rebaixamento no Campeonato Brasileiro,  o técnico Paulo Autuori deixou o cargo de técnico do Cruzeiro para defender o Flamengo.  Considero aquela como a pior participação do Cruzeiro em Libertadores. Até hoje a única edição em que não obtivemos nenhuma vitória, única edição em que participamos de apenas uma fase, no caso, as oitavas de finais.  Fomos facilmente eliminados pelo Vasco, que mais tarde seria o campeão da edição, com uma derrota por 2 x 1 e um empate sem gols no Mineirão, diante de quase 63.000 pagantes. Tudo bem que o Vasco ainda passaria por Grêmio e River Plate até bater o Barcelona (Equador), na final, e sagrar-se o campeão. Ou seja, não perdemos para “qualquer time”, perdemos para o futuro campeão daquela edição.  Fomos eliminados antes mes...