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Estádios celestes: Prado Mineiro

Depois de fundado, em 1921, o Palestra Itália iniciou seus treinos no campo do Yale e no estádio Prado Mineiro, da Federação Mineira – onde mandava seus jogos. O jogo de estréia foi um amistoso contra um combinado do Villa Nova com o Palmeiras de Nova Lima que o time da colônia italiana venceu por 2x0 com gols de Nani.  Palestra 2 x 0 Combinado Villa Nova/Palmeiras de Nova Lima  Estádio: Prado Mineiro (Belo Horizonte – MG)  Motivo: amistoso  Data: 03 de Abril de 1921  Árbitro: Hermeto Júnior (América FC)  Gols: Nani, aos 16′/1T e aos 7′/2T  Palestra: Nullo, Polenta, Ciccio, Quiquino, Américo, Bassi, Lino, Spartaco, Nani, Henriqueto, Armandinho.  Villa Nova/Palmeiras: Ferreira, Marcondes, Ruanico, Cristovão, Baiano, Oscar, Raimundo, Gentil, Badú, Damaso, Juá  O jogo seguinte foi contra o Atlético e terminou em mais uma vitória. Palestra 3 x 0 Atlético.  Palestra 3 x 0 Atlético - MG   Estádio: ...

Estádios Celestes: Barro Preto

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Antes mesmo de ficar pronto, o estádio recebeu algumas partidas pelo Campeonato Mineiro como solicitado pela FMF ao clube. Sendo o primeiro jogo em 10 de junho de 1923 e terminando em um empate de 2x2 entre Atlético e Luzitano. O Palestra estreou o estádio no dia 1º de julho com uma goleada de 6x2 sobre o Palmeiras de Santa Efigênia.  A inauguração oficial foi em setembro, coincidindo com as festas da colônia italiana, em comemoração da unificação da Itália. O jogo inaugural foi contra o Flamengo e terminou em 3x3. A data também foi aproveitada para entregar medalhas aos jogadores (da colônia italiana) campeões com a seleção brasileira da Sul-americana de 1922: Heitor e Bianco (do Palestra Itália paulista) e Friedenreich, do Paulistano.  “Os jogadores de descendência italiana de maior destaque no futebol paulista, Bianco, Gasparini, Fabi, Loschiavo, Severino e Heitor, que eram sócios honorários do Cruzeiro também foram convidados e marcaram presença na festa de...

Revétria, o carrasco de 1977

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Vamos relembrar o maior ídolo do clássico: Heber Carlos Revétria, que jogou no Cruzeiro de 1977 à 1978, fez 63 partidas e marcou 22 tentos. Naquela época o Campeonato Mineiro era disputado em duas fases de pontos corridos, os campeões das duas fases disputavam a final. O Atlético foi campeão da primeira fase e o Cruzeiro da segunda. E foi aí que a história do uruguaio Revétria começou no nosso clube, antes mesmo de estrear. No dia 25 de Setembro de 1977 Cruzeiro e Atlético faziam a primeira partida da final num Mineirão cheio, com presença de 61.698 pagantes. O Atlético acabou vencendo a partida com um gol de Danival, marcado aos 28’ do primeiro tempo. Os atleticanos encheram o peito pra gritar campeão muito antes da hora, o jogador listradinho Cerezo foi às rádios (leiam: Itatiaia) soltar foguetes antes da hora, disse que enquanto ele e uns outros jogassem ali não perderiam para o Cruzeiro. O clima ficou tenso para a segunda partida. O Cruzeiro entrou precisando de uma vitóri...

Jogador: Ninão

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O jogador Ninão é um dos ídolos imortais de nossa história. Ninão João Fantoni  nasceu em Belo Horizonte, no dia 24 de Julio de 1905. Começou a jogar pelo Palestra Itália em 1923, com 18 anos e continuou defendendo as cores do clube até 1931 quando é transferido para a Lazio da Itália, onde fica conhecido como Fantoni I, já que seriam seus irmãos Niginho e Orlando e seu primo Nininho os Fantoni II, III e IV. Volta a defender o Palestra em 1936, até 1938, deixando grande marcas no clube. É, até os dias de hoje o quinto maior artilheiro da história celeste, o maior artilheiro brasileiro em uma só partida (10 gols contra o Alves Nogueira), título que divide com Dadá Maravilha, tem também a maior média de gols do clube 1,31 por jogo, já que em 127 jogos marcou 167 gols. Junto com Nininho é o primeiro jogador brasileiro a ser transferido de equipe internacionalmente. Também é o maior artilheiro do Campeonato da Cidade, com 43 gols em 1928. Ninão fez parte de um dos maiores ...

O dia que Sorin me fez chorar

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Se tivesse o poder de imortalizar pessoas eu imortalizaria duas: Cazuza e Juan Pablo Sorín. Assim como é impossível reler Só as mães são felizes, de Lucinha Araújo sem chorar em vários pontos do livro, seria impossível assistir à despedida do Sorín sem derramar lágrimas. Três momentos choráveis: o Sorín comemorando o gol celeste enquanto jogava pelo Argentino Juniors, quando o mesmo voltou para o Cruzeiro no meio do segundo tempo e suas declarações com olhos marejados ao fim da partida. O amor que tenho por aquele cara é inexplicável, a saída dele do futebol é como perder o filho ou sei lá, inverbalizável. Um belíssimo jogo de muita superação! Pablito mostrou que não está na hora de aposentar, que ainda tem muito fôlego e raça, me fez imaginar o que seria do Cruzeiro contando com o Sorín naquela noite contra o Estudiantes... Um desespero me sacode: não sai homem, deixa eu te imortalizar! É como se a ordem fosse “pega a bola e toca pro Sorín” e a onipresença dele...

Recuperando a história celeste

Início agora uma série de textos sobre a história do Cruzeiro, vou contar desde 1921 até os dias atuais, a ideia é lançar um texto por ano, com curiosidades e ocorridos de cada ano, mas infelizmente não sei se tenho informações pra fazer um texto completo sobre cada ano, pode ser que tenha que fazer um texto para dois anos e outros anos necessitarão de mais de um texto. Peço aos que tiverem fotos, jornais, curiosidades, qualquer tipo de informação que seja interessante pra este processo que me procurem aqui no blog ou por e-mail: lilianalc92@gmail.com Todas as fontes de informações serão devidamente citadas e inclusive partilharei os créditos dos textos caso o ajudante passe a ser co-autor. Inicialmente os textos serão feitos para o Cruzeiro.org, mas passado determinado tempo de lançamento podem ser postados em outros sites, desde que contenham fonte e os artigos não sejam modificados.

A saga do Cruzeiro na Libertadores

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A Copa Santander Libertadores começou a ser disputada em 1960, sua primeira partida terminou com uma goleada de 7 x 1 do Peñarol (que viria se tornar o campeão) contra o Jorge Wilstermann. Neste ano o torneio incluía apenas os campeões de cada um dos países participantes (o representante brasileiro foi o Bahia), os vices só passaram a disputar em 1966, ano que o Brasil não participou por achar que descaracterizava a competição (assim como a Colômbia). Atualmente a classificação já é um pouco mais complexa . O primeiro time brasileiro a vencer o torneio foi o Santos em 1962, a terceira edição. Tendo goleado duas vezes na fase de grupos, 9x1 em cima do Cerro Porteño e por 6x1 o Deportivo Municipal. O time sagrou-se bi-campeão no ano seguinte. Em 1969, novamente, o Brasil não se inscreveu na competição por discordar do regulamento, assim como a Argentina, com exceção do Estudiantes de La Plata (Argentina) que entrou nas semi-finais da competição por ter vencido no ano anterio...